Cresce número de matrículas de crianças cegas nas escolas

Em 10 anos, o número de matrículas em escolas públicas de alunos com algum tipo de deficiência visual cresceu 620% no Brasil. Em 1998, eram 8.963 estudantes. Em 2008, foram 55.915, dos quais 4.604 alunos eram cegos e 51.311 apresentavam problemas crônicos de visão. Os dados são do Censo Escolar de 2008, divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) no fim de 2009.

Segundo matéria publicada em fevereiro no jornal Correio Brasiliense, a inclusão de mais jovens e crianças cegas ou com baixa visão foi acompanhada do melhor preparo dos centros de ensino para acolher os estudantes com esse tipo de deficiência. Porém, apesar do avanço, professores, alunos e pais acreditam que ainda há muito o que melhorar para que o acesso à educação seja totalmente eficaz.

De acordo com a supervisora pedagógica do Centro de Ensino Especial de Deficientes Visuais de Brasília, Susana Carvalho, no Plano Piloto não existe escola pública que não tenha pelo menos um aluno com qualquer tipo de deficiência. Porém, diz a especialista, o sistema educacional ainda não está totalmente preparado para receber um número grande desses alunos. Falta gente especializada, recursos físicos e humanos, e ainda há a necessidade de se reduzir o número de alunos nas salas.

Susana diz ter dúvidas em relação aos números publicados pelo MEC, pois em alguns municípios há casos em que as crianças são matriculadas na rede regular de ensino, mas frequentam centros especializados. De qualquer forma, existe mesmo uma procura maior dos alunos, não só com deficiência visual, mas com todas as outras também. A sociedade e as famílias cada vez entendem mais a necessidade de levar essas crianças para as escolas, já que é no colégio que o desenvolvimento acontece.

Eunice Dias, mãe de Carolina, de 11 anos, cega desde a primeira infância, aprova as políticas de inclusão social na área educacional, mas reclama da falta de material em braille para os alunos. Para ela os livros deviam ser preparados da mesma forma que os de tinta. Se não faltam livros para os outros alunos, não deveriam faltar livros para os que têm deficiência visual.

Equipe Blog Dorina – blog@fundacaodorina.org.br

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